Observação:
Este texto faz parte de uma coletânea (muito) maior que, aos poucos, será elaborada e publicada. Cada texto pode ser entendido separadamente, mas o ideal seria entendê-los dentro do contexto completo. Para facilitar a busca de todos os textos envolvidos, selecione, do lado direito da página, o seguinte tema: “Desnewtoniando: A Matrix Quântica”.
Todos os Posts sobre o tema estarão intercalados em meio aos outros Posts do Blog.
Bom, antes de falar do assunto propriamente dito, seria interessante assistir ao vídeo abaixo.
Trata-se de um vídeo onde há alguns jogadores de basquete com roupas brancas e outros com roupas pretas. Ambos ficam trocando passes e o objetivo é contar quantos passes são trocados entre os jogadores de roupa branca.
Importante: não continue lendo o texto sem antes ver o vídeo!!!
Discussão:
Você provavelmente acabou não percebendo uma parte muito importante do vídeo, certo?
Entre todas as pessoas que conheço e que assistiram ao vídeo, realmente, todas deixaram este detalhe passar (inclusive eu, logicamente). E a propósito, se alguém quiser comentar o resultado do teste nos Comments do Post, será uma ajuda muito bem vinda!
Mas, afinal, por que isso acontece?
Bom, existe uma explicação mais óbvia e simplista: “eu estava prestando atenção nas bolas de basquete, não nas pessoas”. Mas será que esta explicação por si só engloba toda a extensão da “problemática” apresentada?
Tudo bem, tudo bem... este início de discussão pode estar parecendo aquelas propostas de “Best Sellers” oportunistas e sem fundamento, que dão voltas e mais voltas, “floreiam” o texto até não poder mais, mas de concreto não apresentam nada. Entretanto, gostaria de pedir um crédito e solicitar que leiam alguns Posts mais; e, caso os Posts não estejam agradando, digam-me com toda sinceridade.
E, apesar dos riscos de rejeições, gostaria de propor algumas indagações:
- Até que ponto não estamos deixando escapar, em nosso dia-a-dia, momentos, sensações, objetos, fatos ou qualquer outra coisa?
- Até que ponto o que captamos do meio ambiente é uma percepção fiel da “realidade”?
- Vemos o que vemos porque é aquilo que queremos ver (confuso, não?) ou porque é realmente tudo o que existe para ser visto? (Isso é parte do “problema da medida”, da física quântica, apresentado em Posts anteriores).
- Qual a porcentagem de informações que realmente processamos e guardamos (conscientemente)? Quantas formiguinhas (ou qualquer outra coisa) em seu dia-a-dia você vê, mas nem se dá conta?
- Outro fato curioso: experimentos científicos comprovam que às vezes o cérebro “perde” informações por não ter “salvo em memória” um padrão “pré-absorvido” para interpretar alguma eventual informação visual. Qual seria o nível de coisa que estamos perdendo?
Os próximos Posts incluirão nessa “sopa” de indagações um fator que a tornará ainda mais confusa e intrigante. Quão complexa ficaria a interpretação de mundo se, além das tantas coisas que vemos e não entendemos (ou nem mesmo percebemos), acrescentássemos aquilo que é totalmente invisível a nossos olhos? E se tentássemos entender como nosso “corpo” interage com o mundo envolvendo o nível quântico dos átomos???